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quinta-feira, 27 de maio de 2021

PL que pretende alterar CTB para disciplinar prioridade dos ciclistas no trânsito tramita na Câmara

Homem andando de bicicleta na rua


Neste mês de maio, começou a tramitar na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1881/2021 que busca alterar o artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para disciplinar a prioridade dos ciclistas e presumir a culpa do condutor do veículo automotor.

Caso o PL, que é de autoria do deputado Márcio Marinho (Republicanos/BA), seja aprovado, "as bicicletas deverão ter preferência de circulação sobre os veículos automotores e considerar-se-á presumida a culpa do condutor do veículo em caso de acidente com ciclista, salvo prova em contrário".

A escolha de maio para apresentar o PL de alteração do CTB é revestido de grande simbolismo, visto que nesse mês a população é convidada à discutir a segurança viária por meio do movimento chamado 'Maio Amarelo', iniciado em 2014 para fomentar "uma ação coordenada entre o Poder Público, iniciativa privada e sociedade civil".

Sobre o projeto de lei, Marinho explica que "percebemos  uma crescente mudança de hábito do brasileiro em adotar a bicicleta como um meio de locomoção e até como um esporte a ser praticado" e indicou que é de fácil constatação o aumento de bicicletas em circulação em todo o Brasil.

De acordo com o estudo Cidades Cicláveis: avanços e desafios das políticas cicloviárias no Brasil, do Instituto de Pesquisa Economia Aplicada (Ipea), o Brasil conta com mais de 50 milhões de bicicletas e cerca de 41 milhões de carros. Ainda segundo o levantamento, aproximadamente 7% dos deslocamentos cotidianos é feito em bicicletas.

Segundo o deputado Márcio Marinho, "com o aumento do número de bicicletas circulando, percebeu-se também o aumento do número de acidentes envolvendo ciclistas – tanto acidentes leves quanto mais graves, levando a vítima à morte".

"O atual projeto que busca priorizar a circulação das bicicletas em detrimento de outros veículos automotores, bem como responsabiliza, de forma presumida, aqueles condutores que se envolverem em acidentes com bicicletas", explica.

"Quando o condutor de veículo automotor se envolver em acidente com bicicleta, ele será, presumidamente, o responsável pelo dano, salvo se comprovar a culpa do ciclista. Isso garantirá que os motoristas fiquem mais atentos e respeitem mais os ciclistas, reduzindo os acidentes e contribuindo para que o número de mortes no trânsito diminua", finalizou.

Foto: Eduardo Enrietti / Unsplash
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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Saiba como participar da Copa do Mundo de MTB no Brasil, em 2022

Henrique Avancini competindo em avancini em Mont Saint Anne, agosto de 2019


Entre os dias 8 e 10 de abril de 2022 a Copa do Mundo de Mountain Bike será no Brasil, mas especificamente em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro. O palco da prova será o São José Bike Club onde está o circuito Henrique Avancini.

Diante das muitas perguntas sobre como fazer para participar da Copa do Mundo de MTB no Brasil, em 2022, o organizador da Copa Internacional Michelin de Mountain Bike (CIMTB Michelin), Rogério Bernardes, e a  comissária da Union Cycliste Internacionale (UCI) e da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), Regina Barbieri, falaram sobre algumas mudanças e esclareceram dúvidas.

Vale a pena lembrar que, para Petrópolis em 2022, vale a pontuação conquistada no calendário de 2021, portanto, a corrida para atingir os critérios já estão valendo. "Araxá deve ser o foco para quem planeja largar na Copa do Mundo no Brasil, em 2022", avalia Regina. Segundo ela, a prova de XCO, que será de 30 de julho a 1 de agosto, é a única prova na América Latina que tem pontuação Hors Class, o que significa que há distribuição de pontos até o 25º colocado.

"Isso é uma grande vantagem, porque quem fica em 11º ou 15º, por exemplo, ainda consegue acumular uma pontuação boa", explica. Ela também avisou que o Campeonato Brasileiro é uma excelente oportunidade de pontuação, sobretudo para atletas sub-23. "A UCI mudou a pontuação, e hoje, você pontua até o 10º colocado no short track do Brasileiro, sendo que, no ano passado era só até o 5º colocado. Além de ter aumentado a pontuação para 50 pontos para o primeiro, em comparação com 10 pontos no ano passado", lembra.

Regina explicou sobre os critérios para todas as categorias que participarão de Petrópolis 2022, que são a sub-23 e a elite tanto no feminino quanto no masculino (a categoria Júnior não correrá nessa etapa). Ela lembrou ainda, que além desses critérios, os atletas devem ser filiados à CBC e aptos a pontuar no ranking internacional. "É a CBC que cadastra esses atletas, então é importante lembrar desse detalhe".

A comissária ainda lembra que essas regras são revisadas anualmente pela entidade, então podem ocorrer mudanças até lá.

Sub-23 feminina


A UCI define que existem três formas de atletas sub-23 participarem das etapas da Copa do Mundo. A primeira é fazer parte de uma equipe UCI. A segunda é ter, no mínimo, 20 pontos no ranking internacional de XCO para poderem se inscrever na corrida de Petrópolis. Atualmente são duas essas atletas: Marcela Lima (Caloi Henrique Avancini Racing) e Laurien Miranda (Team Groove).

A terceira é ir como integrante da federação nacional. Segundo Regina, a seleção brasileira pode levar seis atletas normalmente, e como o Brasil está recebendo o evento, ganha o direito de ter mais seis competidoras em uma equipe B, somando 12 brasileiras no bolsão de largada pela seleção do Brasil, além das classificadas por pontos ou via equipe UCI. Caso as atletas não atinjam os critério da CBC, um número menor de competidoras pode ser convocado. Para saber quais os critérios para fazer parte da seleção brasileira de mountain bike em todas as categorias, acesse aqui.

Sub-23 Masculina


A entidade é mais criteriosa para esta categoria. Para alinhar em Petrópolis no ano que vem, o atleta precisa ter no mínimo 80 pontos no ranking da UCI. "É uma pontuação alta. Tanto que, atualmente, só um atleta brasileiro conseguiria largar por esse critério, que é o Gustavo Xavier", avalia Regina. Além disso, há a possibilidade de participar pela seleção, que em Petrópolis também terá direito a 12 atletas, seis principais e mais seis por ser a sede do evento, como na feminina.

Elite feminina e masculina


O critério é o mesmo para as duas categorias. É necessário ser federado na CBC, e ter um mínimo de 60 pontos no ranking UCI para competir com a camisa da equipe, uma pontuação menor que a sub-23. Outra possibilidade é ser convidado para correr pela seleção. No caso da Elite, não existe a equipe B, portanto, o Brasil pode ter até seis atletas competindo pela seleção na categoria mais alta em Petrópolis.

Foto de destaque: Bartek Wolinski / Red Bull Content Pool
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Indústria de bicicletas registra queda na produção em abril

Produção de bicicletas fábricas


Os fabricantes de bicicletas instalados no Polo Industrial de Manaus (PIM) registraram queda na produção no mês de abril e atribuem o impacto negativo à falta de insumos provocada pela pandemia do Covid-19.

De acordo com os números da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, em abril foram produzidas 51.281 bicicletas, volume 11,3% menor em comparação com as 57.843 unidades registradas em março do mesmo ano.

Na comparação com o mesmo mês no ano de 2020, quando houve a suspensão de operações na maioria das fábricas em decorrência da primeira onda do coronavírus na cidade de Manaus, houve alta de 409,2%. Naquele ano foram produzidas 10.071 bicicletas no PIM.

De acordo com o levantamento da Abraciclo, no primeiro quadrimestre de 2021 a produção totalizou 222.183 unidades, valor correspondente a um aumento de 22,8% em relação à quantidade de bicicletas produzidas no mesmo período no ano passado.

De acordo com o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, o setor segue limitado pela falta de insumos que atinge toda a cadeia global de suprimentos. "Há falta de alguns componentes como sistemas de freios e de transmissões, por exemplo, que dificultam a montagem e gera a falta de alguns modelos no mercado", afirmou.

Gazola ainda avaliou que "a demanda por bicicletas continua alta e acreditamos que o fornecimento de peças será normalizado no segundo semestre deste ano".

Produção de bicicletas por categoria


Em abril, a categoria mais produzida foi a Mountain Bike (MTB), com 30.111 unidades e 58,7% de participação no mercado.  A categoria Infanto-Juvenil foi a que apresentou maior crescimento percentual. Foram fabricadas 4.867 bicicletas, alta de 103,5% na comparação com março (2.392 unidades).
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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Fabricantes do Polo de Manaus produzem 57 mil bicicletas em março

Bicicletas armazenadas em fábrica

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 57.843 bicicletas em março. Segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, o segmento segue impactado pela falta de insumos que atinge a indústria globalmente. Em março, o volume produtivo foi 3,1% maior que o registrado em fevereiro (56.078 unidades) e 6,9% superior às 54.115 bicicletas produzidas no mesmo mês do ano passado.


Ainda de acordo com levantamento da Abraciclo, no primeiro trimestre 170.902 bicicletas saíram das linhas de montagem, número bastante semelhante ao atingido no mesmo período do ano passado, que foi de 170.923 unidades.


A melhora da crise sanitária causada pela segunda onda da Covid-19 em Manaus permitiu que as fabricantes retomassem seus turnos regulares de trabalho. No entanto, a escassez de insumos impede que a produção volte ao ritmo mais acelerado.


O principal gargalo do setor é o fornecimento de peças e componentes. Cerca de 50% dos insumos são provenientes de fornecedores mundiais, principalmente do continente asiático. O vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, acredita que o abastecimento deverá ser normalizado no segundo semestre deste ano. “A partir daí, a produção deverá entrar numa curva ascendente. Esse processo, no entanto, será gradual, pois haverá necessidade de ajustar a capacidade das fábricas, o que requer um planejamento minucioso”, afirma.


Entre os componentes que estão em falta, destacam-se sistemas de freios, sistemas de transmissões, suspensões e selins. Gazola explica que a Abraciclo e suas associadas estão trabalhando com fornecedores locais para reduzir a dependência de fornecedores globais. No entanto, a indústria ainda é bastante dependente dos itens importados.


Produção de bicicletas por categoria


Com 39.771 unidades produzidas e 68,8% do volume total fabricado, a Moutain Bike (MTB) foi a categoria mais produzida em março, seguida pela Urbana/Lazer, que teve 14.191 bicicletas fabricadas (24,5% do total). Em termos percentuais, a Estrada foi a que registrou maior crescimento. Foram fabricadas, 1.067 bicicletas, o que corresponde a um aumento de 73,5% na comparação com fevereiro (615 unidades).

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domingo, 25 de abril de 2021

Proposta estimula uso de bicicleta pelo trabalhador durante pandemia

Bicicleta com máscara no guidão


O Projeto de Lei 2884/20 prevê que, durante a pandemia de Covid-19, o trabalhador que faz jus a vale-transporte e optar pelo uso de bicicleta poderá, sob condições, receber o valor em espécie.

Para aqueles que não têm direito ao benefício, o texto cria uma ajuda no valor de R$ 5 por dia de deslocamento.

A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, insere o dispositivo na Lei 13.979/20, que definiu medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional em razão da Covid-19.

“Devemos estimular que os trabalhadores se desloquem de forma mais segura possível”, disse o autor, deputado Hugo Leal (PSD-RJ). “Optamos por criar um estímulo financeiro temporário para incentivar o transporte por bicicleta”.

Tramitação


O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para dar sua opinião sobre o Projeto de Lei 2884/20 que estimula o uso de bicicleta pelos trabalhadores durante a pandemia, acesse https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2253677.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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quarta-feira, 24 de março de 2021

Produção de bicicletas registra 56 mil unidades em fevereiro

Bicicletas da Sense dentro da loja


A indústria de bicicletas instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziu 56.078 unidades em fevereiro e segue impactada pela falta de insumos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, o volume é 1,6% inferior ao registrado em janeiro (56.981 unidades) e 7,2% menor na comparação com as 60.398 unidades produzidas no mesmo mês do ano passado.


Ainda de acordo com dados da Abraciclo, foram fabricadas 113.059 bicicletas no primeiro bimestre de 2021, o que representa uma retração de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2020 (116.808 unidades).


De acordo com o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, o agravamento dos casos de coronavírus na cidade de Manaus, no início deste ano, foi a principal causa da queda de volume da produção. “Todas as fábricas precisaram readequar seus turnos de produção e ajustar as programações para atender à determinação do governo estadual que restringiu a circulação de pessoas para conter a pandemia”, comenta.


Outro fator que impactou no volume produtivo foi a falta de componentes e insumos. Na avaliação de Cyro Gazola o setor ainda deve sofrer com a escassez de peças até o terceiro trimestre deste ano. “A demanda por bicicletas cresceu no mundo todo e os fornecedores globais de componentes não conseguem atender aos nossos pedidos nem de outros países”, explica. “Cerca de 50% das peças de uma bicicleta são importadas. Há alguns anos, a Abraciclo e suas associadas vem trabalhando com fornecedores locais para reduzir essa parcela, no entanto, ainda somos muito dependemos dos componentes importados”, afirma o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo.


Produção de bicicletas por categoria por categoria


A Mountain Bike (MTB) foi a categoria mais produzida em fevereiro, com 29.573 unidades e 52,7% do volume total fabricado. Em segundo lugar ficou a Urbana/Lazer (17.479 unidades e 31,2% do total fabricado). No terceiro lugar está a Infanto-Juvenil (6.975 unidades e 12,4% do total fabricado).


A categoria de bicicletas que mais cresceu em produção foi a Elétrica. Foram 1.436 unidades produzidas em fevereiro contra 182 em janeiro, o que representa um crescimento de 689%. Na comparação com o mesmo mês de 2020, o aumento foi de 101,1%. Na ocasião, foram fabricadas 714 bicicletas da categoria Elétrica.


No resultado do bimestre a MTB seguiu como a categoria mais produzida com 66.048 unidades e 58,4% do volume fabricado. Na sequência vieram a Urbana/Lazer (35.631 unidades e 31,5%) e Infanto-Juvenil (8.424 unidades e 7,5%).

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quarta-feira, 17 de março de 2021

Senado adia votação que cancela redução de imposto na importação de bicicletas

Sinalização de ciclofaixa pintada no chão


O Senado Federal adiou a votação do projeto que cancela a resolução do governo federal que diminui o imposto de importação de bicicletas. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 87/2021 foi apresentado pelos senadores bancada do Amazonas e conta com parecer favorável do relator, senador Omar Aziz (PSD-AM).


ATUALIZAÇÃO: Governo recua e anula medida que reduzia imposto de importação de bicicletas


A resolução 159 do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi anunciada pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), em 17 de fevereiro e foi publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte.


A medida reduz a alíquota do imposto de importação de bicicletas de forma progressiva, de 35% para 20% até o fim de 2021.


De acordo com matéria publicada no site do Senado, os autores do PDL, senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz e Plínio Valério (PSDB-AM), dizem que a medida do governo grande risco de desindustrialização para o setor, com incentivo de substituição da capacidade produtiva interna. Para eles, o setor de bicicletas é decisivo para a geração de empregos em Manaus.


Ainda segundo site do Senado, o relator afirmou que 18 estados brasileiros têm indústrias de bicicleta e que todos estão perdendo empregos e mercado com a diminuição do imposto para bicicletas importadas.


O adiamento da votação foi pedido por Eduardo Braga, já que a resolução pode ser revista pelo governo em reunião nesta quarta-feira (17).


Com informações de Agência Senado

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Imposto de importação de bicicletas vai cair três vezes em 2021

Será que agora o preço das bicicletas vai cair?

Imagem referencial. Foto: Christin Hume/Unsplash

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 18 de fevereiro, a redução do imposto de importação de bicicletas, que atualmente é de 35%.


A medida havia sido anunciada no dia anterior pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), nas redes sociais.


Com a resolução, o imposto sobre a importação de bicicletas que era de 35%, sofrerá uma queda, indo para 30% em no primeiro dia de março de 2021. Em 1º de julho do mesmo ano haverá nova redução: o imposto irá para 25%.


A partir de 1º de dezembro de 2021, as bicicletas sairão da Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (TEC) e nova queda do imposto de importação do produto irá ocorrer, indo a alíquota para 20%.


Redução de impostos, seja bem-vinda. Esperamos que a queda dos preços venha junto!

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Brasil sediará Copa do Mundo de Mountain Bike em 2022

Henrique Avancini na etapa Petrópolis da CIMTB/2019. Foto: Davi Corrêa

A CIMTB Michelin em parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) organizará a abertura da Copa do Mundo de Mountain Bike, entre 8 e 10 de abril de 2022, em Petrópolis, Rio de Janeiro. O evento que acontece em vários continentes, retorna ao Brasil após 17 anos para expandir o esporte e incentivar a prática do ciclismo em diferentes regiões do mundo.


As provas oficiais, de XCO (Cross Country Olímpico) e XCC (short Track), ocorrerão na cidade natal do primeiro brasileiro a vencer uma etapa da Copa do Mundo, Henrique Avancini, que também é um dos responsáveis pela conquista.


“Desde 2017 ou 2018 já existia um desejo muito grande da UCI, da Red Bull e dos nossos parceiros de trazer o evento para o Brasil. Eu participei muito no sentido de buscar um organizador que atendesse às exigências da UCI. Eles requisitaram que, se fosse vir para o Brasil, teria que ser na minha cidade. O Rogério [ Bernardes ] topou o desafio, o que gabaritou ainda mais a confiança deles”, conta Avancini.


A CIMTB Michelin já organizou mais de 70 eventos internacionais da UCI em sua história e uma etapa da Copa do Mundo de Mountain Bike Eliminator (XCE) em Congonhas, em 2018.


“É uma conquista coletiva. Tanto minha, que venho crescendo como atleta, para a CIMTB Michelin como organizadora e para todo o contexto do ciclismo no Brasil, que tem se tornado uma potência mundial do esporte”, completa.


As etapas da Copa do Mundo de Mountain Bike são competições muito disputadas por organizadores no mundo inteiro. De acordo com a União Ciclística Internacional (UCI), órgão máximo do esporte, os maiores eventos da UCI chegam a gerar mais de 200 milhões para os negócios locais.


Disputa entre Avancini e Cocuzzi na CIMTB, em Petrópolis. Foto: Davi Corrêa


“Essa conquista representa muito não só para nós e para o Henrique, mas para o ciclismo brasileiro, que será mais uma vez o centro do mapa mundial do esporte em 2022. Vamos fazer o melhor trabalho possível para que a Copa do Mundo não saia nunca mais do Brasil. E tenho certeza que a torcida brasileira vai eletrizar e fazer história”, conta Rogério Bernardes, organizador da CIMTB Michelin.


O mercado brasileiro de ciclismo vem crescendo de forma estável já há alguns anos. Segundo a Abraciclo, o crescimento da produção no Brasil em 2020 foi de 12,8%, com um total de 750 mil bicicletas fabricadas. Um dos motivos desse aumento é a bike entrando no dia a dia do brasileiro durante a pandemia.


“A importância de trazer uma Copa do Mundo de uma modalidade olímpica para o Brasil é sem precedentes. Estamos todos muito felizes, foram meses de muita dedicação, enfrentando várias reuniões na União Ciclística Internacional e agora recebemos essa incrível notícia da aprovação. Será uma oportunidade única para mostrarmos a força do Mountain Bike brasileiro para o mundo inteiro. Não tenho dúvidas que iremos mais uma vez entregar o nosso melhor, dentro e fora da pista, deixando um grande legado para o nosso país, assim como fizemos no Mundial de Paraciclismo em 2018, que se tornou referência na UCI”, comentou José Luiz Vasconcellos, presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo.

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Brasil Ride 10 anos: Ferreira mantém hegemonia da etapa 2 ao lado de Becking e dupla é nova líder

Foto: Brasil Ride

Guaratinga (BA) - A segunda etapa da décima edição da Brasil Ride foi marcada pela alternância dos líderes nas disputas das elites masculina e feminina. Apesar do início de dia chuvoso em Porto Seguro (BA), o forte calor foi predominante, principalmente na região de Itabela e Guaratinga. Entre os homens, vitória de Tiago Ferreira (POR) e Hans Becking (HOL), da DMT Racing Team, com mais de 5 minutos de vantagem para Jaroslav Kulhavy (CZE) e Matous Ulman (CZE), da Specialized Racing, e Henrique Avancini (BRA) e Manuel Fumic (ALE), Cannodale Factory Racing XC.


Ferreira e Becking, que estavam em terceiro lugar após o prólogo, completaram a etapa em 5h10min49. Com o tempo, conquistaram a camisa amarela, com 4min27 de vantagem para Avancini e Fumic, que concluíram em5h16min26. "A etapa foi boa. A estratégia pré-definida nós não temos, porque tudo pode acontecer. Aproveitamos todos os momentos possíveis para fazer a diferença. Se não me engano no km 80, em subidas novas, forçamos o ritmo e quebramos o pelotão. A partir daí, fomos ganhando vantagem", contou o português.

Além da vitória, Tiago Ferreira confirmou sua hegemonia na etapa, tendo vencido a disputa todas as vezes desde que a Brasil Ride foi disputada no extremo Sul da Bahia. "Não planejamos as demais etapas. Nosso único objetivo é ganhar. Então vamos tentar todos os dias e o que for, será. Não vamos focar demais em um plano ou outro. Este ano a etapa foi bastante diferente, muito singular. É bom ter ganhado as quatro etapas que ligaram Arraial até Guaratinga", complementou Ferreira.


"Em uma etapa como essa você tem que esperar e seguir seus instintos. O início era lento quando o grupo estava grande e sabíamos que o final era forte, ou seja, devíamos salvar energia o máximo possível. O Tiago começou a forçar o ritmo e é o meu trabalho segui-lo. Fiz o meu melhor até o fim e estamos felizes com esse resultado", comemorou Hans Becking.

Tricampeão da Brasil Ride, o experiente Avancini avaliou a etapa. "Tivemos um pouco mais de trilhas em relação aos anos passados. Não eram tão técnicas, mas puxou a velocidade média um pouco para baixo. Diria que foi a etapa mais quente da Brasil Ride que eu já pedalei. O calor era surreal. O pelotão teve um ritmo mais moderado até o km 50 e aí começaram ataques. Abrimos com o Hans e o Tiago, mas na última parte mais fluída do percurso perdemos contato. Tentamos perseguir eles, mas não foi possível, então Kulhavy e Ulman chegaram até nós, para trabalharmos para minimizar a distância para os vencedores. Senti bastante o calor nos 10 km finais e aí demos sorte de ficar na roda dos dois tchecos", avaliou Avancini.


Elite feminina - A disputa das mulheres seguiu a toada da masculina, com novas líderes. Em segundo lugar na etapa, Jaqueline Mourão e Danilas Ferreiras (Sense/Tropix) assumiram a liderança e agora vestem a camisa laranja. Já Viviane Favery e Tania Clair Piclker (Cannondale Brasil Racing / Soul), vencedoras do dia, são neste momento as segundas no geral e líderes das Américas. "Ganhar essa etapa é algo indescritível. Focamos em fazer nossa prova, em nossa intensidade, considerando que era a segunda de sete etapas. Respeitamos uma a outra e a comunicação foi fundamental. Decisões inteligentes em quase 7 horas de prova, vencendo no sprint final. Emocionante mesmo", afirmou Vivi Favery.

"Etapa mais longa da Brasil Ride e, chegando da Grécia, foi uma surpresa conseguir competir na Brasil Ride. Estou feliz demais de estar aqui. Consegui uma parceira no último minuto e contente em conseguir a liderança. Foi uma prova mental, em que o programa alimentar fez a diferença, com bastante energia o tempo todo. Há muita água para rolar, mas estamos muito felizes. Chuva no início, trânsito no primeiro single track e trabalho intenso para alcançar a Vivi e a Tânia", disse Jaqueline Mourão.

Resultados - Etapa 2 –Arraial d’Ajuda – Guaratinga – 143 km


Masculino
1- Tiago Ferreira (POR) / Hans Becking (HOL) – 5h10min49
2- Jaroslav Kulhavy (CZE) / Matous Ulman (CZE) – 5h16min24
3- Henrique Avancini (BRA) / Manuel Fumic (ALE) – 5h16min26
4- Kristian Hynek (CZE) / Martin Stosek (CZE) – 5h18min18
5- Edson Rezende Jr. (BRA) / Nicolas Sessler (BRA) – 5h18min18

Feminino
1- Viviane Favery (BRA) / Tania Clair Pickler (BRA) – 6h54min35
2- Jaqueline Moura (BRA) / Danilas Ferreira da Silva (BRA) – 6h54min36
3- Raiza Goulão (BRA) / Angelita Parra (COL) – 7h00min16
4- Karen Olímpio (BRA) / Ilda Pereira (BRA) –7h04min29
5- Letícia Cândido (BRA) / Hercília Najara (BRA) – 7h12min03

Acumulado - após 2 etapas


Masculino
1-Tiago Ferreira (POR) e Hans Becking (HOL) - 5h55min41
2-Henrique Avancini (BRA) e Manuel Fumic (ALE) - 6h00min14
3-Kristian Hynek (CZE) e Martin Stosek (CZE) - 6h04min09
4-Jaroslav Kulhavy (CZE) e Matous Ulman (CZE) - 6h05min07
5-Edson Resende (BRA) e Nicolas Sessler (BRA) -  6h05min17

Feminino 
1-Jaqueline Mourão (BRA) e Danilas Ferreira (BRA) - 7h54min09
2-Viviane Favery (BRA) e Tania Clair Piclker (BRA) - 7h55min00
3-Raiza Goulão (BRA) e Angelita Parra (COL) - 7h59min45
4- Karen Olímpio (BRA) / Ilda Pereira (BRA) –8h05min05
5- Letícia Cândido (BRA) / Hercília Najara (BRA) – 8h09min14

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sexta-feira, 15 de março de 2019

Quem são os brasileiros participantes do Cape Epic 2019?

Equipe Cannondale Factory Racing (Henrique Avancini e Manuel Fumic) no Cape Epic 2017

Domingo, 17 de março, tem início a 15ª edição do Cape Epic, prova descrita pelo primeiro vencedor de mountain bike em Olimpíadas, Bart Brentjens, como o "Tour de France do mountain bike". Durante 8 dias os atletas, profissionais e amadores, darão seu máximo para completar os 700 km de prova.




Este ano, além do brasileiro e campeão mundial de maratona (XCM) em 2019, Henrique Avancini (Cannondale Factory Racing), haverão outros 28 atletas do Brasil no Cape Epic.

Confira abaixo a lista de competidores brasileiros inscritos na 15ª edição do Cape Epic para torcer por eles durante as transmissões ao vivo.

  • Henrique Avanici (Cannondale Factory Racing)
  • Abraão Azevedo (CST Sandd Bafang)
  • Tatiana Furlan (Especialissma/Valdameri)
  • Elciones Gervasio Valdameri (Especialissma/Valdameri)
  • Robert Baur Mendes Ribeiro (Os Mineirinhos)
  • Marcelo Araújo (Os Mineirinhos)
  • Leonardo Mello (Gato Gordo)
  • Rafael Campos (Gato Gordo)
  • Andre Assis (Ventura Bike Race)
  • Matheus Ventura (Ventura Bike Race)
  • Celio Vinícius Oliveira (CEL Engenharia)
  • Paulo Sérgio Borges de Freitas (CEL Engenharia)
  • André Costa (Clarity)
  • Leonardo Sampaio Julio (Clarity)
  • Fernando Lima (Junka/OCE)
  • André Junqueira (Junka/OCE)
  • Leandro Becker (Pangarés)
  • João Sichieri (Pangarés)
  • Guilherme Turano (FIP Moc Race)
  • Denis Henriques (FIP Moc Race)
  • Remerson Neri (TFAL Cannondale Brasil)
  • Juarez Soares Pitta (TFAL Cannondale Brasil)
  • Gabriel Cabral Tavares Ferreira (Kchaça MTB-Walter Tuche)
  • Christiano Fernandes Marinho (Kchaça MTB-Walter Tuche)
  • Fábio Augusto Kich Gontijo (Mavericks Pro)
  • Luiz Gatti (Mavericks Pro)
  • Ricardo Purri (SSCC - GT)
  • Luiz Eduardo Vieira (SSCC - GT)




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terça-feira, 3 de julho de 2018

MetrôRio está liberado para embarque de bikes dobráveis

Desde o dia 12 de junho de 2018, está liberado o embarque de passageiros com bicicletas dobráveis em todas as estações das linhas 1, 2 e 4 do MetrôRio no último carro do trem, durante o horário de funcionamento, em todos os dias da semana.

A iniciativa, anunciada pelo MetrôRio, coincidiu com a Velo-city 2018, maior conferência mundial sobre bicicleta, que aconteceu no Rio entre os dias 12 e 15 de junho. Na abertura oficial do evento, no Armazém 3 do Pier Mauá, na região portuária, o prefeito Marcelo Crivella destacou a importância de se debater o transporte por bicicleta como forma de evolução da cidade.




"É a maneira mais barata de preservar o meio ambiente e a saúde. E de aumentar a qualidade de vida, com menos trânsito e menos poluição", ressaltou. Ele também disse que a bicicleta é um meio de inclusão social. "É a maneira em que o rico e o pobre se deslocam na mesma velocidade, e com grandes benefícios para nós. Nosso trânsito está cada dia mais confuso, e nós temos também muita poluição", acrescentou, reafirmando o interesse de aumentar o número de ciclovias na cidade, acompanhando esse "movimento de sustentabilidade" global.

Imagem referencial. Foto: Pixabay/Domínio público

Regras para levar a bicicleta no metrô


É importante ressaltar que as bicicletas dobráveis deverão estar acomodadas em capa própria para transporte. Não será permitido o transporte de bicicletas pelas escadas rolantes, tapetes rolantes, plataformas inclinadas e verticais e elevadores, assim como montar sobre a bicicleta nas dependências do metrô ou mesmo no interior dos trens.

Os clientes com bicicletas devem respeitar o limite da faixa amarela, observando que a roda da bicicleta deve ficar antes da faixa. Além disso, não será permitido deitar a bicicleta no chão da composição ou prendê-la no balaústre. Bicicletas motorizadas, mesmo que dobráveis, não são permitidas.




De acordo com o MetrôRio, a liberação do transporte de bicicleta dobrável em todos os horários é mais uma iniciativa no sentido de estimular o transporte sustentável. O acesso aos clientes com bicicletas comuns já é permitido aos sábados, domingos e feriados durante toda a operação, e também nos dias úteis após as 21h, no último carro de cada composição.

"O MetrôRio, como transporte de massa, é um pilar da mobilidade no Rio de Janeiro.  Além de reafirmar nossa vocação, as iniciativas de apoio ao uso da bicicleta são mais uma contribuição da nossa empresa para proporcionar comodidade, bem-estar e inclusão, tanto para seus habitantes quanto para os visitantes, colaborando, assim, para a construção de uma cidade mais sustentável", diz Guilherme Ramalho, presidente do MetrôRio.

Com informações de Diário do Porto e MetrôRio
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segunda-feira, 2 de julho de 2018

14 cicloviagens para conhecer o Brasil

Ciclista de bicicleta praticando cicloviagem
- Há várias opções para cicloviagens no Brasil. Foto: Fernando Northpak/Pixabay -

Força, disposição e tranquilidade para percorrer o caminho no próprio tempo e respeitando os limites do corpo são essenciais para uma cicloviagem de sucesso – isso e muita água, é claro. Um país imenso como o Brasil tem muito mais a oferecer do que os já inúmeros, diversos e fascinantes destinos turísticos.

O mais comum é passar por paisagens estonteantes sem percebê-las direito, com a pressa em chegar, fazer check-in no hotel e “começar a aproveitar”. Em uma cicloviagem, essa lógica se inverte: a cereja do bolo é o caminho percorrido e o ponto de chegada é o fim do passeio.

Entre uma cidade, praia, cachoeira e outra, a terra está repleta de pássaros silvestres cantando bonito, flores cheirosas, riachinhos de água fresca, plantas desconhecidas, animais selvagens que podem (ou não) dar o ar da graça, mas só aproveita quem permanece mais tempo no trajeto, o que é difícil usando um meio de transporte motorizado, que passa zunando e assustando a fauna mais tímida.

Uma grande vantagem do cicloturismo – e do ecoturismo em geral – é a preocupação com a preservação do meio ambiente, seja no uso de meios de transporte sustentáveis (na bicicleta, o único combustível é a comida que o ciclista consome) ou na preocupação dos viajantes em cuidar do ambiente que está percorrendo, fazendo descarte consciente do próprio lixo, por exemplo.

Numa viagem de bike, também é preciso praticar o desapego: não dá pra levar uma muda de roupa para cada dia, nem todos os produtos de higiene que está acostumado a usar em casa no dia a dia. Ao experimentar um modo de vida mais simples na estrada, quem sabe não inspira a simplificar também o cotidiano?

14 cicloviagens para conhecer o Brasil sobre duas rodas de bicicleta

1. Serra da Canastra (MG)


O Parque Nacional da Serra da Canastra e dezenas de reservas ecológicas particulares na região têm estradinhas de terra que dão acesso a cachoeiras e mirantes belíssimos, muito procurados por cicloturistas e travessias à pé. Há uma grande oferta de campings, alguns deles próximos a piscinas de água termal e quente, hmmm! A região fica próxima à capital Belo Horizonte e pode ser percorrida em um, dois ou mais dias, seja carregando todos os equipamentos a cada deslocamento ou estabelecendo bases onde deixar a maioria da bagagem para explorar as cachoeiras e subir as serras com menos carga (Mathias Fingermann/Flickr)

2. Circuito das Araucárias (SC)


Este percurso está bem sinalizado com placas ao longo dos seus 250 km de estrada de terra, que começa e termina em São Bento do Sul. Entre as atrações, estão as florestas de araucárias, coníferas da Mata Atlântica do sul do Brasil que estão em extinção a Rota das Cachoeiras (só pode ser percorrida à pé, mas vale a pena deixar a bike por cerca de 4 horas para percorrê-la!) e a área de proteção ambiental dos Campos do Quiriri (foto). Mais informações na página oficial do circuito (Fabricio Celso/Flickr)

3. Circuito Vale Europeu (SC)


Os 350 km de estradas de terra tranquilas formam o primeiro roteiro brasileiro planejado para o cicloturismo. O circuito passa por pequenos vilarejos construídos por imigrantes europeus no final do século 19 e pode ser percorrido com calma em 7 dias de viagem. O site oficial do circuito tem excelentes informações sobre a região, preparos, roteiros e outras dicas úteis sobre o Vale Europeu (Carlos Neckel/Flickr)

4. Parque Nacional de Aparados da Serra, Serra Geral e São Joaquim (RS/SC)


Os três parques nacionais somam mais de 40 mil hectares na fronteira entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. É possível acampar em um ou dois lugares diferentes e usá-los como base para explorar as montanhas e cânions em volta. São diversas trilhas que podem ser percorridas de bicicleta, que passam pelos 64 cânions da região, algumas exigem bastante preparo físico. Os mais famosos são os do Itaimbezinho, Fortaleza, Malacara, Churriado e Coroados. O cânion do Itaimbezinho tem profundidade de mais de 1.500 metros, mais que o Grand Canyon, nos Estados Unidos! No Parque São Joaquim, apesar das montanhas, há vários trechos planos bons para pedalar – e a vista estonteante do Morro da Igreja (foto), que tem 1822 metros de altitude e temperaturas abaixo de zero no inverno (Otávio Nogueira/Flickr)

5. Circuito Costa Verde e Mar (SC)


Uma rota de cicloturismo que passa pelo litoral catarinense. Nela, ciclistas pedalam com vista para o mar e passam por pequenos vilarejos no interior do estado de Santa Catarina. São 270 km que passam por estradas de terra e vias urbanas, com o mínimo de rodovias. O caminho começa (ou termina) em Balneário Camboriú, uma das praias mais badaladas do estado, e vai até Camboriú, no interior. Leia o guia completo para realizar a rota (Júnior Dias/Flickr)

6. Estação Ecológica Juréia — Itatins (SP)


A estrada é de terra, mas é boa e não são permitidos carros, o que torna tudo mais seguro. O caminho desce pela úmida e exuberante Serra do Mar até a vila Barra do Una, à beira da praia. Dá pra fazer o passeio em uma manhã e almoçar em Barra do Una. Para voltar... Você pode pedalar morro acima ou pegar um ônibus (MAndrade/Flickr)


7. Estrada do Sol (SP)


Essa estrada de 75 km de Salesópolis à estrada Rio-Santos entre as cidades praianas de Caraguatatuba (+10 km) e São Joaquim (+17 km). Ela é também conhecida como “Estrada da Petrobrás”, usada em algumas ocasiões por funcionários da empresa. Na maior parte do tempo, as bicicletas são os únicos veículos nessa rota que passa por dentro do Parque Estadual da Serra do Mar. No começo do trajeto, há subidas bastante íngremes, mas a estrada está em boas condições e, depois do primeiro terço do caminho, há muito mais descidas (e a bela vista da Serra do Mar em seu estado bruto) (Hélio Bertolucci Jr/Flickr)

8. Caminho da Luz (MG)


Esta rota de 200 km passa por Minas Gerais quase na fronteira com Espírito Santo e Rio de Janeiro. Ela começa na cidade de Tombos e termina em Alto Caparaó. As vias são, em sua maioria, de estrada de terra, e cortam distritos pequenos e muita natureza. O trajeto todo pode ser percorrido em 4 dias com folga. De Alto Caparaó, é possível subir até o Pico da Bandeira.Veja mais informações no site oficial (ilejr/Flickr)

9. Estrada Real (MG)


A Estrada Real é uma rota turística que pode ser percorrida de carro, a cavalo, de bicicleta e até a pé. São mais de 1630 km de extensão, nos estados de Minas Gerais (principalmente), São Paulo e Rio de Janeiro. Alguns trechos da Estrada são melhores para o cicloturismo que outros, sendo que o Caminho dos Diamantes e o Caminho Velho têm estradas menores com menos trânsito de carros, o que os torna mais seguros e agradáveis para as duas rodas. A Estrada Real passa por diversos parques nacionais e estaduais, tem dezenas de cachoeiras, cidades charmosas, boa gastronomia, sítios arqueológicos e não faltam opções de hospedagem para todos os orçamentos. (Mathias Fingermann/Flickr)

10. Serra da Mantiqueira de Monte Verde (MG) a Mauá (RJ)


O caminho pelas estradas de terra do sul de Minas até o interior do Rio de Janeiro passando por Campos do Jordão em São Paulo percorre uma parte da imponente Serra da Mantiqueira. O caminho é cheio de altos e baixos e pode ser percorrido em 8 a 10 dias de viagem, dependendo das condições físicas dos cicloturistas (e da pressa). Cidadezinhas pequenas, cachoeiras, o Pico dos Maris e o impressionante Parque Nacional do Itatiaia são algumas das belezas do caminho, que termina nas cachoeiras de Mauá (Glauco Umbelino/Flickr)

11. Trans Mantiqueira, travessia pela Serra da Mantiqueira (MG)


Este é um caminho mais curto que também passa pela Mantiqueira. A travessia tem 100 km, dura dois dias e se restringe aos municípios de Baependi, Caxambu, Aiuruoca e Vale do Matutu. São trilhas de mata fechada, estradas de terra e belas paisagens (Mathias Fingermann/Flickr)

12. Serra do Espinhaço (MG e BA)


A Serra do Espinhaço costumava ser uma cordilheira há milhões de anos. Com a ação do tempo, ela já não é mais uma cadeia de montanhas, mas ainda é uma formação rochosa imponente e comprida, que vai do centro de Minas Gerais até o sertão da Bahia. A travessia começa pelo Caminho dos Diamantes, da Estrada Real, e depois continua pelos Parques Estaduais de Grão Mogol e Serra Nova até cruzar a fronteira com a Bahia e seguir caatinga adentro até a Chapada Diamantina. É uma travessia dura, longa (quase 2 mil km!) e que passa por três ecossistemas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga (Denise Mayumi/Flickr)

13. Caminhos do Imperador (AL)


Esta cicloviagem refaz o caminho percorrido pelo Imperador Dom Pedro II em 1859 pelo estado do Alagoas. A rota vai subindo o Rio São Francisco partindo de Penedo até Piranhas. O Imperador, na época, foi até Delmiro Gouveia e Paulo Afonso, mas essas duas cidades não existem mais devido às hidrelétricas que inundaram a região, então o ponto final dos ciclistas é mesmo em Piranhas (foto). De lá, é possível fazer uma trilha até a Grota de Angicos, onde Lampião, Maria Bonita e seu bando foram emboscados e mortos depois de 30 anos de cangaço (Erika Morais/Flickr)

14. Arqueologia do Sertão (PI)


O Parque Nacional da Serra da Capivara abriga diversas pinturas pré-históricas e achados arqueológicos impressionantes! Sua importância histórica se junta à beleza da região, que está coberta por vegetação agreste de flores coloridas da caatinga, tem formações geológicas impressionantes e cânions profundos. Seu tempo de permanência na região vai depender da sua disposição. Não há apenas um caminho – para conhecer tudo, será preciso uma semana pelo menos. Há algumas boas estradas asfaltadas e outras de terra e é possível hospedar-se em alguns povoados no caminho. Leve grandes contêineres de água, pois o parque é grande, o calor é intenso e há poucos pontos de abastecimento.

Publicado originalmente em Viagem


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