quarta-feira, 31 de março de 2021

Ever Given foi liberado, mas entrega de bicicletas e peças continuará atrasada

Imagem aérea do Ever Given quando encalhado. Foto: Maxar


A saga de navios do Canal de Suez que cativou a mídia social e impediu o comércio global parece estar acabando, embora a carteira de remessas provavelmente continuará a afetar os prazos de entrega das peças e das bicicletas por mais algum período.


O navio cargueiro Ever Given, que encalhou no Canal de Suez em 23 de março, foi finalmente liberado após seis dias de dragagem e reboque. Embora o canal seja reaberto em breve (depois de passar por uma inspeção de segurança), os especialistas estimam que pode levar pelo menos 10 dias para limpar o congestionamento em ambos os lados da via, de acordo com o comunicado da Associated Press.


Canyon Bikes disse na semana passada que há várias remessas Canyon presas no gargalo (incluindo no Ever Given) e mencionou o efeito cascata que provavelmente ocorrerá como resultado das centenas de navios que agora estão atrasados. No contexto da escassez de peças de bicicletas induzida pela COVID-19, as empresas que montam e despacham as bicicletas assim que as peças são entregues sofrerão com a interrupção repentina dos embarques.


No entanto, as coisas estão melhorando novamente para aqueles que esperam pacientemente por bicicletas enquanto a frágil cadeia de suprimentos é remontada.

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sexta-feira, 26 de março de 2021

Caloi apresenta quadro protótipo Full Suspension utilizado pelos atletas da equipe

Bicicleta Caloi Full Suspensio


Após os atletas da equipe Caloi/Henrique Avancini Team Racing utilizarem as bikes Full Suspension durante no Grangiro MTB Búzios, a fabricante divulgou o protótipo do novo quadro no último dia 25 de março.


O quadro conta com o que há de mais atual em tecnologia para a estrutura de carbono super leve, utilizando no processo fabril os materiais EPS + PU, otimizando as junções do carbono, reduzindo a taxa de rejeição dos materiais, maior acabamento superficial, redução de peso e sem torção.


A geometria foi projetada com o Stack e Reach mais curto de acordo com a tendência Global e ângulo da caixa de direção mais aberta, que resulta em mais agilidade nas trilhas, garantindo maior estabilidade em alta velocidade em terrenos muito acidentados. O novo quadro permite uma agressividade maior no estilo de pilotar, ajudando em manobras e curvas mais arriscadas, como saltos em rampas e drops altos, proporcionando o melhor desempenho e diversão para todos os ciclistas. 




O ângulo da caixa de direção com 68,5º permite uma aceleração firme nas subidas, sem a sensação de lentidão. O novo quadro também permite mais velocidade em descidas técnicas corrigindo a rota da bike, a mantendo estável e absorvendo melhor os impactos.


O sistema de suspensão traseira é o Horst Link 4-Bar, que traz vantagens quando o amortecedor comprime e a corrente não estica tanto, evitando possíveis travas que bloqueiam o amortecedor uma vez que o eixo traseiro se movimenta para a frente e para trás de forma harmoniosa junto ao uso do amortecedor, sem a necessidade de nenhum tipo de sistema de frenagem por travão flutuante. Com o sistema Horst Link 4-Bar, evitamos perda do curso da suspensão e ganhamos em sensibilidade e estabilidade do ciclista, fazendo com que influencie no bom desempenho e segurança.


Além disso, o quadro possui cabeçote cônico, eixo Thru Axle e tecnologia Boost, garantindo mais rigidez ao quadro e oferecendo maior precisão nas curvas e manobras.

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Pesquisa quer entender fatores que influenciam no uso da bicicleta

Sinalização de bicicleta no chão


Por que muitos apoiam o uso da bicicleta, mas ainda são poucos os que a utilizam como meio de transporte? É para essa pergunta que a pesquisa "Entendendo o uso da bicicleta" precisa de ajuda para resposta.


A pesquisa é coordenada pela estudante do Programa de Mestrado em Transportes da Universidade de Brasília (PPGT – UnB), Mariana Araújo Guimarães, e possui como objetivo identificar quais fatores do indivíduo e da cidade influenciam no uso da bicicleta.


Para isso, serão analisadas as respostas de pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte em seu dia a dia, e de pessoas que andam de bicicleta, mas que não a utilizam como meio de transporte. O único requisito para responder à pesquisa é já ter andado de bicicleta alguma vez.


Após a coleta de dados, será feita a comparação entre respondentes de diferentes cidades, a fim de verificar quais características da cidade possui maior peso na escolha desse modo de transporte.


Período de participação na pesquisa


Quem quiser tem até o dia 10 de abril de 2021 para responder à pesquisa por meio de um formulário no Google Forms.


A publicação dos resultados da pesquisa em forma de Dissertação de Mestrado está prevista para julho de 2021.

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quarta-feira, 24 de março de 2021

Produção de bicicletas registra 56 mil unidades em fevereiro

Bicicletas da Sense dentro da loja


A indústria de bicicletas instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziu 56.078 unidades em fevereiro e segue impactada pela falta de insumos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, o volume é 1,6% inferior ao registrado em janeiro (56.981 unidades) e 7,2% menor na comparação com as 60.398 unidades produzidas no mesmo mês do ano passado.


Ainda de acordo com dados da Abraciclo, foram fabricadas 113.059 bicicletas no primeiro bimestre de 2021, o que representa uma retração de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2020 (116.808 unidades).


De acordo com o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, o agravamento dos casos de coronavírus na cidade de Manaus, no início deste ano, foi a principal causa da queda de volume da produção. “Todas as fábricas precisaram readequar seus turnos de produção e ajustar as programações para atender à determinação do governo estadual que restringiu a circulação de pessoas para conter a pandemia”, comenta.


Outro fator que impactou no volume produtivo foi a falta de componentes e insumos. Na avaliação de Cyro Gazola o setor ainda deve sofrer com a escassez de peças até o terceiro trimestre deste ano. “A demanda por bicicletas cresceu no mundo todo e os fornecedores globais de componentes não conseguem atender aos nossos pedidos nem de outros países”, explica. “Cerca de 50% das peças de uma bicicleta são importadas. Há alguns anos, a Abraciclo e suas associadas vem trabalhando com fornecedores locais para reduzir essa parcela, no entanto, ainda somos muito dependemos dos componentes importados”, afirma o vice-presidente do segmento de bicicletas da Abraciclo.


Produção de bicicletas por categoria por categoria


A Mountain Bike (MTB) foi a categoria mais produzida em fevereiro, com 29.573 unidades e 52,7% do volume total fabricado. Em segundo lugar ficou a Urbana/Lazer (17.479 unidades e 31,2% do total fabricado). No terceiro lugar está a Infanto-Juvenil (6.975 unidades e 12,4% do total fabricado).


A categoria de bicicletas que mais cresceu em produção foi a Elétrica. Foram 1.436 unidades produzidas em fevereiro contra 182 em janeiro, o que representa um crescimento de 689%. Na comparação com o mesmo mês de 2020, o aumento foi de 101,1%. Na ocasião, foram fabricadas 714 bicicletas da categoria Elétrica.


No resultado do bimestre a MTB seguiu como a categoria mais produzida com 66.048 unidades e 58,4% do volume fabricado. Na sequência vieram a Urbana/Lazer (35.631 unidades e 31,5%) e Infanto-Juvenil (8.424 unidades e 7,5%).

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sexta-feira, 19 de março de 2021

Strava #statmaps: veja como personalizar o mapa da sua atividade

Mapa de percurso no Strava



Desde outubro de 2020, o Strava conta com #statmaps, um recurso que pode deixar o feed de atividades mais divertido com a possibilidade do usuário poder escolher o estilo de mapa para destacar determinado aspecto de cada atividade realizada.


As linhas de atividades personalizadas estão disponíveis apenas para os assinantes do Strava. Com o #statmaps, a polilinha da atividade será exibida como um gradiente de cor com base nos dados escolhidos pelo usuário, substituindo a linha padrão de cor única.


Como utilizar o #statmaps no Strava


São sete opções disponíveis que você pode escolher. Basta adicionar uma delas junto ao título ou descrição de sua atividade para acionar o estilo de mapa correspondente.


#maparitmo ou #mapavelocidade: uma velocidade mais alta/um ritmo mais lento será indicado por um azul mais escuro.


#mapafrequênciacardíaca: uma frequência cardíaca mais alta será indicada por um vermelho mais escuro.


#mapaelevação: uma elevação absoluta mais baixa será indicada em preto e uma elevação superior será indicada em amarelo.


#mapainclinação: as descidas serão indicadas em amarelo e as subidas em vermelho.


#mapapotência: uma potência mais alta será indicada por um roxo mais escuro. Lembre-se que este estilo de mapa não está disponível para atividades com potência estimada.


#mapatempo: um tempo decorrido mais longo será indicado em vermelho mais escuro.


#mapatemperatura: temperaturas mais altas serão indicadas em vermelho mais escuro.

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quarta-feira, 17 de março de 2021

Governo recua e anula medida que reduzia imposto de importação de bicicletas

Três bicicletas Specialized


Matéria atualizada em 18/03/2021, às 11h53 - O senador Eduardo Braga (MDB-AM) confirmou em seu Twitter que o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) revogou a resolução que diminuía o imposto de importação sobre bicicletas de forma progressiva até o final do ano.


Segundo o senador, a resolução 159, publicada em 18 de fevereiro de 2021, que diminuía o imposto de importação sobre bicicletas de forma progressiva até o final do ano, "colocava em risco empregos no setor de bicicletas na Zona Franca de Manaus".


A revogação era esperada, principalmente após os senadores da bancada do Amazonas pressionarem o governo federal para rever a medida. De acordo com senadores, a medida do governo grande risco de desindustrialização para o setor, com incentivo de substituição da capacidade produtiva interna. Para eles, o setor de bicicletas é decisivo para a geração de empregos em Manaus. 


No último dia 16 o Senado Federal adiou a votação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 87/2021, já aguardando a mudança de posição do governo.


Imposto de importação de bicicletas cairá em 10%


A resolução 159 da Câmara de Comércio Exterior (Camex), publicada em 18 de fevereiro de 2021, reduzia o imposto de importação de bicicletas de 35% para 20%.


Após pressão imposta por senadores do Amazonas, a alíquota terá redução de apenas 10% sobre o número atual, saindo de 35% para 31,5%.


Em nota, a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) considerou a decisão como um retrocesso para a economia nacional.

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Senado adia votação que cancela redução de imposto na importação de bicicletas

Sinalização de ciclofaixa pintada no chão


O Senado Federal adiou a votação do projeto que cancela a resolução do governo federal que diminui o imposto de importação de bicicletas. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 87/2021 foi apresentado pelos senadores bancada do Amazonas e conta com parecer favorável do relator, senador Omar Aziz (PSD-AM).


ATUALIZAÇÃO: Governo recua e anula medida que reduzia imposto de importação de bicicletas


A resolução 159 do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi anunciada pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), em 17 de fevereiro e foi publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte.


A medida reduz a alíquota do imposto de importação de bicicletas de forma progressiva, de 35% para 20% até o fim de 2021.


De acordo com matéria publicada no site do Senado, os autores do PDL, senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz e Plínio Valério (PSDB-AM), dizem que a medida do governo grande risco de desindustrialização para o setor, com incentivo de substituição da capacidade produtiva interna. Para eles, o setor de bicicletas é decisivo para a geração de empregos em Manaus.


Ainda segundo site do Senado, o relator afirmou que 18 estados brasileiros têm indústrias de bicicleta e que todos estão perdendo empregos e mercado com a diminuição do imposto para bicicletas importadas.


O adiamento da votação foi pedido por Eduardo Braga, já que a resolução pode ser revista pelo governo em reunião nesta quarta-feira (17).


Com informações de Agência Senado

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7 razões para utilizar a bicicleta como transporte diário

Ciclista em uso de bicicleta diário


Quem pedala sabe que estão chegando novos ciclistas a cada dia. E isso não é especulação, é fato! Porém, muitos ainda têm receio de entrar nesse mundo - seja para lazer ou para os deslocamentos diários. Nessa publicação vamos listar algumas vantagens e benefícios do uso da bicicleta, seja para a saúde do bolso ou saúde do corpo.


Além de ser um veículo que não polui, a bicicleta é silenciosa, econômica, discreta e acessível.


A Doutora em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco e mestre em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mariana Oliveira da Silveira tem uma série de artigos que falam sobre os benefícios da bicicleta como meio de transporte.


Conforme registrado por Mariana, "a bicicleta é o meio de transporte mais rápido e eficiente nos trajetos urbanos curtos, além de garantir uma melhor acessibilidade à população".


Na dissertação "Mobilidade sustentável: a bicicleta como um meio de transporte integrado", Silveira destaca alguns pontos benéficos sobre o uso da bike. Vale a pena ler toda a dissertação!


1- Bicicletas são veículos acessíveis


A bicicleta é um meio de transporte democrático, que possibilita o deslocamento de maneira econômica, limpa e eficaz.


2 - Economia


Bicicletas, em geral, possuem baixo valor de aquisição, manutenção e não necessita de abastecimento. Assim, há redução de parte do orçamento familiar que seria destinado aos carros.


Observação: sabemos que há bicicletas mais caras, mas estamos focando no uso diário!


3 - Bicicletas são eficientes no uso urbano


Em distâncias menores que 7 km, o uso da bicicleta é mais eficiente que o automóvel, além de ser flexível no deslocamento e apresentar a facilidade de parada em locais de interesse. É uma ótima opção para quem não gosta do estresse que o trânsito causa.


4 - O uso da bicicleta é saudável


Diversas pesquisas apontam que o uso da bicicleta melhora o sistema imunológico e a circulação sanguínea, reduz o colesterol e o estresse, ajuda no controle da pressão arterial e fortalece o coração. Mas lembre-se que é importante realizar sempre um acompanhamento médico das suas condições de saúde.


5 - Sustentável


Usar bicicletas é ter um modo de deslocamento que faz uso eficiente das vias públicas. Além disso, utiliza pouco espaço para estacionar. As bicicletas também são o meio de transporte que apresentam menor consumo de energia primária em MJ (Mega Joule) por passageiro/km (a Mariana Oliveira da Silveira fala disso na dissertação! Dê uma lida).


6 - Bicicleta é meio de transporte limpo


Bicicletas utilizam a energia humana, não emitem ruídos, não gastam combustíveis fósseis e não poluem. Todos esses fatores beneficiam a qualidade do ar.


7 - Divertido


Pedalar permite descobrir melhor o seu bairro, a sua cidade e espaços públicos. E o melhor de tudo: aumenta o vigor do seu corpo, estimula o funcionamento da sua mente e trabalha melhor os sentidos, facilitando a interação entre pessoas.

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sexta-feira, 12 de março de 2021

Pode ou não bicicleta em rodovias sem acostamento?

Ciclistas pedalando em rodovia

Muitas das vezes andar de bicicleta nas estradas brasileiras representa um risco ao ciclista, visto que várias delas são mal sinalizadas, têm infraestrutura falha e, diversas foram projetadas bem antes da inclusão da bike no Código de Trânsito Brasileiro como meio de transporte. Mas o problema vai além disso. O conhecimento dos membros que fazem parte do sistema de trânsito também é muito ruim.

Recentemente um caso teve grande repercussão nas redes sociais de grupos relacionados ao ciclismo. Uma carreta passou tirando uma fina de um grupo de ciclistas que pedalavam na BR-101, em um trecho sem acostamento conhecido como Subida do Morro dos Cavalos, em Palhoça/SC. Assustados, os ciclistas chegaram a parar o pedal.

Uns disseram que o CTB não permite a circulação de bicicletas em rodovias sem acostamento. Alguns falaram que os ciclistas estavam errados por pedalar em local tão perigoso. Outros disseram que é obrigação do motorista manter 1,5m de distância ao ultrapassar ciclistas e que os bikers estavam certos ao pedalar ali. Afinal, quem está certo?

Bicicletas na estrada: o que diz o CTB?


Muitos que afirmaram que bicicletas não podem circular em rodovias sem acostamento se apoiaram no artigo 244 do CTB, especificamente no  parágrafo 1º, alínea b. Esse trecho diz que ciclos não podem "transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias" (o parágrafo 2º enquadra os ciclomotores na mesma condição).

Como visto, não se pode utilizar esse artigo 244 do CTB para falar do trânsito de bicicletas em estradas ou rodovias sem acostamento. É um grande equívoco que pode ser corrigido com a leitura do artigo completo, não só um recorte.

Ciclista pedalando sozinho
Imagem referencial. Foto: Daniela Jakob/Pixay

Cabe ressaltar que o CTB, quando fala de bicicletas, sempre o faz dizendo claramente bicicletas, conforme é possível ver no anexo I do Código. Ciclos são outra coisa!

Artigo 58 do CTB: esse fala da circulação de bicicletas


Sobre a circulação de bicicletas, o trecho correto  a ser analisado é o artigo 58. Esse trecho sim é que deve ser observado, tanto por ciclistas, motorista e para quem quer falar sobre o assunto o opinar.

O artigo 58 do CTB vai dizer que a circulação de bicicletas, seja em vias urbanas ou rurais de pista dupla "deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores".

Afinal, pode pedalar em rodovia sem acostamento?


Poder, pode. A lei permite isso tranquilamente. No caso do episódio dos ciclistas de em Santa Catarina, a circulação deles ali também estava dentro daquilo que orienta o artigo 58 do CTB (a pista era dupla, sem acostamento e a circulação era dos bordos). Porém, é sempre bom avaliar o risco antes de ir.

E aqui exponho minha opinião: se eu tivesse que pedalar num trecho como o da Subida do Morro dos Cavalos, na BR-101, poderia fazê-lo com respaldo Legal. Contudo, não faria por conta do risco existente e da deficiência de grande parte dos membros do sistema de trânsito brasileiro, sobretudo os habilitados, em conhecê-lo e respeitá-lo.
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terça-feira, 9 de março de 2021

Etapa de Araxá da CIMTB é adiada por conta da pandemia

Atletas de MTB em Araxá


Devido ao agravamento da pandemia em Minas Gerais, o Tauá Grande Hotel Thermas de Araxá, onde seria realizada a primeira etapa da temporada 2021 da Copa Internacional Michelin de Mountain Bike (CIMTB Michelin), fechará temporariamente as portas, pelo menos até julho. Sem o apoio proporcionado pelo hotel, a organização da CIMTB Michelin decidiu adiar para o segundo semestre a etapa de Araxá para realizar um evento com mais segurança e qualidade.


Araxá foi uma das 27 cidades do Triângulo Mineiro incluídas na onda roxa, do programa Minas Consciente do Governo Estadual, que determina uma série de medidas restritivas contra a pandemia. Entre as ações estão o toque de recolher, fechamento dos serviços não essenciais, a proibição de eventos públicos, entre outras. A decisão passou a valer neste domingo (7) e durará 15 dias, quando o governo reavaliará a situação de cada município.


“Devido às restrições impostas pela onda roxa em nossa região teremos que nos reprogramar. Conto com a CIMTB Michelin para que, no segundo semestre, com tudo resolvido, a gente possa fazer um evento maravilhoso, na grandeza que ele é. Será um grande prazer, como sempre, receber atletas e equipes do mundo todo em nossa cidade. Agora é hora de todos se cuidarem”, disse Juliano Cesar da Silva, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo de Araxá.


Por conta da onda roxa e a situação da região, a Rede Tauá de Hotéis preferiu paralisar as atividades em Araxá a perder a qualidade no serviço. “Com a pandemia, a gente não consegue atender o cliente da forma que a gente gostaria. Além disso, a região acaba de entrar na onda roxa, e a cidade está perdendo muita circulação. Tudo isso vai minando as condições de atendimento mínimas ”, explica Lizete Ribeiro, diretora comercial da Rede Tauá de Hotéis.


“É uma responsabilidade muito grande para nós recebermos eventos como a CIMTB Michelin. É uma decisão muito triste, mas que estabelecimentos do mundo inteiro estão tendo que tomar. Mas, no segundo semestre estamos nos programando para fazer uma grande etapa. Inclusive, vamos garantir as reservas de todos que já estavam com quartos reservados para abril, no segundo semestre”, completa Ribeiro.


“Estávamos confiantes na realização do evento, mas com o agravamento da pandemia na região e sem a estrutura do Tauá Grande Hotel com hospedagem, salões, restaurantes, bares, thermas, nós perdemos o maior diferencial de Araxá que é a união do ambiente espetacular do Tauá Grande Hotel com uma pista reconhecida nacional e internacionalmente”, lamenta Rogério Bernardes, organizador do evento.


A CIMTB Michelin, juntamente com a Prefeitura Municipal de Araxá e Tauá Grande Hotel definirão, em breve, uma nova data para as provas no local. A decisão será tomada depois de analisar criteriosamente os calendários de competições nacionais e internacionais além dos eventos da cidade. “A etapa de Araxá é muito relevante no cenário brasileiro e mundial do mountain bike. São 18 anos com enorme volume de pontos válidos pelos rankings oficiais, que são muito importantes para atletas de todo o mundo e a visão global é fundamental para atendê-los e, também, ao mercado brasileiro”, avalia Rogério.


Texto: Assessoria CIMTB

Foto: Cesar Dolong

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domingo, 7 de março de 2021

Ciclistas quase são atingidos por carreta em rodovia de SC

Carreta quase atinge ciclistas

Ciclistas flagraram momento em que carreta de transporte logístico faz ultrapassagem e quase os atinge enquanto pedalavam suas bicicletas na rodovia de Santa Catarina. O motorista do caminhão, além de desrespeitar a legislação de trânsito, sequer parou para verificar se havia atingido alguém. Felizmente ninguém ficou ferido (confira o vídeo no final da publicação).

O registro foi feito por uma câmera de ação que estava no peito de um dos ciclistas do grupo. As cenas mostram claramente que o motorista da carreta da Modular Cargas passa muito perto dos ciclistas (menos de um metro) que, assustados, pararam logo após a passagem do veículo.

A ocorrência foi na Subida do Morro dos Cavalos, BR-101 - Palhoça/SC. Os ciclistas estavam trafegando em fila e no bordo da pista, conforme manda o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em seu artigo 58, que permite a circulação de bicicletas em locais do tipo.

Enviamos e-mail à empresa Modular Cargas, cuja carreta aparece no vídeo cometendo a infração, e questionamos qual medida será tomada por eles. Assim que houver resposta, atualizaremos a publicação.


Ciclistas podem trafegar em rodovias?


Ao ver as imagens muitos poderão afirmar que os ciclistas não podem andar em rodovias sem acostamento, o que é um pensamento equivocado e sem amparo do Código de Trânsito Brasileiro.

"Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores", afirma o CTB em seu artigo 58.

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sexta-feira, 5 de março de 2021

Quem vai de bicicleta para o trabalho tem menos risco de estresse

Pessoas se deslocando de bicicleta

Um estudo do Instituto de Salud Global de Barcelona (ISGlobal) concluiu que o papel da bicicleta como um meio de transporte que contribui para a melhoria da saúde pública e do bem-estar nas cidades, reduzindo significativamente o nível de estresse.

Segundo o estudo do ISGlobal, as pessoas que se deslocam de bicicleta para trabalhar ou estudar correm menos risco de sofrer estresse do que aquelas que se deslocam por outro meio de transporte. Contudo, é importante ressaltar a necessidade e investimento em mobilidade urbana para que isso ocorra de forma eficaz.

Usar a bicicleta nos deslocamentos ajuda no bem-estar


A pesquisa, publicada na revista BMJ Open, destaca que quem se desloca de bicicleta para o trabalho ou para a escola pelo menos uma vez por semana tem risco 20% menor de estresse do que quem nunca pedala. Especificamente, as pessoas que pedalam quatro dias por semana reduzem o risco de estresse em até 52%, em comparação com aquelas que nunca pedalavam.

Em geral, as pessoas usam mais a bicicleta quando os deslocamentos são mais curtos e quando há estações de bicicletas públicas perto de suas casas e locais de trabalho ou de estudo. Além disso, os resultados da pesquisa mostram que o risco de estresse é menor quando o ambiente urbano é mais favorável ao ciclismo, por exemplo, quando há estações públicas e ciclovias próximas. Dessa forma, o estudo conclui que um desenho do ambiente urbano que leva em consideração a bicicleta pode potencializar o uso desse meio de transporte e reduzir o risco de estresse.

O estudo, que faz parte do projeto TAPAS, foi realizado a partir de questionários telefônicos a cerca de 800 adultos saudáveis da cidade de Barcelona, entre 18 e 69 anos, que estudam ou trabalham.

A bicicleta pode reduzir os níveis estresse da sociedade


"Este é o primeiro estudo que foca a relação entre o ciclismo e o estresse autopercebido", explica Ione Avila-Palencia, pesquisadora do ISGlobal e primeira autora do estudo. "Temos uma sociedade bastante estressada e as conclusões desta publicação indicam que o ciclismo pode ajudar a reduzir os níveis de estresse da população", acrescenta a pesquisadora.

Mark J. Nieuwenhuijsen, diretor da Iniciativa de Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Saúde do ISGlobal, destaca que "esses resultados sugerem que os responsáveis políticos devem promover o uso de bicicletas e priorizá-las no planejamento urbano e de transporte para reduzir os níveis de estresse e melhorar a saúde pública e bem-estar".


Foto principal: Candid Shots/Pixabay

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quinta-feira, 4 de março de 2021

Alguns sinais e gestos para quando estiver de bicicleta na rua


Aqui no Brasil, o uso da bicicleta como meio de transporte cotidiano vem crescendo cada vez mais e todos os dias há pessoas iniciando nos pedais casa-trabalho-casa ou simplesmente adotando a bike de vez como ferramenta de lazer, e isso é muito bom. Porém, é sempre bom ficar aprender alguns sinais e gestos que podem ajudar a fazer com que tudo flua melhor, sobretudo no ciclismo urbano.

Como já ressaltamos aqui com alguns pontos que o ciclista precisa observar ao pedalar no trânsito, além dos acessórios básicos (uns exigidos até mesmo por lei), quais são os sinais, gestos e comportamentos que os ciclistas devem fazer para conviver bem com os outros modais de transporte, pedestres e com a cidade como um todo?

Renata Falzoni (Bike é Legal) e Edu Capivara (Pedaleria) gravaram uma matéria com indicações importantes para quem costuma pedalar na rua ou em estradas. São dicas que ajudam os outros membros do sistema de trânsito a saber qual a intenção do ciclista e também podem ajudar a evitar acidentes.

Tanto Edu quanto a Renata Falzoni tem anos e anos de experiência e esse vídeo que produziram contém material instrutivo e de fácil compreensão, tanto para ciclistas como para motoristas.

Quer saber alguns sinais que os ciclistas devem fazer quando pedalam na rua? Confira no vídeo abaixo.


Foto: Mark Stosberg/Unsplash

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quarta-feira, 3 de março de 2021

Adidas lança tênis clipless para ciclismo urbano e volta ao mercado

- Adidas Velosamba. Foto: Divulgação/Adidas -

Nesse início de março, a Adidas lançou o tênis Velosamba, uma versão com clipless para ciclistas em uma repaginação de um de seus calçados mais icônicos chamado Samba.


O tênis é o primeiro calçado casual específico para ciclismo urbano feito pela Adidas e chega ao mercado logo após o lançamento do The Road Shoe, em dezembro de 2020.


Samba é um dos designs mais populares da Adidas, e a versão para ciclismo se mantém fiel ao visual original. O Velosamba (disponível nas cores branco, preto, amarelo e azul) tem uma nova sola que foi desenhada especificamente para o ciclismo, com uma placa de nylon reforçado em todo o comprimento para uma pedalada mais eficiente.


As três faixas laterias (características da Adidas) são refletivas, visando maior segurança para os ciclistas, sobretudo à noite. Já a parte superior, é em couro e tem um revestimento à prova de intempéries para proteger de respingos d'água.


E qual o preço do Adidas Velosamba?


O Adidas Velosamba está disponível já está disponível. O preço, direto no site da marca é de £100 (cerca de $ 140 ou R$ 790 na cotação da data dessa publicação). O tênis está à venda exclusivamente no site da Adidas.


- O Velosamba é o segundo lançamento da Adidas em poucos meses. Foto: Divulgação/Adidas -


Adidas de volta ao mercado de calçados para de ciclismo


A Adidas já foi um dos maiores nomes quando se fala em calçados para ciclismo e agora está começando a voltar ao jogo, após uma longa ausência.


No final de 2020, a marca lançou seu primeiro novo tênis clipless após 15 anos sem produzir calçados para ciclismo: The Road Shoe.


Já o Velosamba é o primeiro calçado de ciclismo causal da Adidas, e é previsto que mais estilos possam surgir.


Com informações de TechRadar e BikeRadar

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terça-feira, 2 de março de 2021

[VÍDEO] Que tipo de ciclista você é?

- Imagem referencial. Foto: pasja1000/Pixabay -

O pessoal do grupo Guia dos Pedais publicou esse vídeo bem humorado que retrata de maneira divertida alguns tipos de ciclistas que vemos por aí com certa frequência.


Afinal, quem aí não um amigo que só pedala em cadência alta, ou um que se diz profissional. Sem falar dos que empurram, mas não fingem e dos distraídos de plantão.


Assista o vídeo e diga aí: qual tipo de ciclista você é?


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